24 de janeiro de 2020

Visitante tenta levar “vaca louca” para presídio da região

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Uma mulher de 21 anos tentou entregar maconha, que estava misturada a carne cozida, ao marido, de 23 anos, preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba, município localizado a 97 quilômetros de Campinas.

O entorpecente estava dividido em porções, em saquinhos de plástico, misturado a carne bovina com batatas e transportadas em um “tapoer” de plástico. Cerca de 200 gramas de maconha.

A descoberta foi feita durante o procedimento de revista quando os alimentos são revirados nos recipientes, por agentes penitenciários.

Ao divulgar o flagrante a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) admitiu que “carne recheada com entorpecente está quase se tornando um clássico – praticamente todo final de semana aparece”.

Essa forma de transportar drogas para o interior de presídios é conhecida como “vaca louca” – uma alusão à carne bovina e aos efeitos dos entorpecentes.

Segundo a SAP, a mulher foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil e “automaticamente suspensa do rol de visitas”. O marido dela foi isolado e vai responder Procedimento Disciplinar para apurar sua cumplicidade.

O CDP de Piracicaba está superlotado. Tem 583 detentos a mais que sua capacidade. No local estão 1157 presos (1098 confinados nas celas e 59 da ala de progressão penitenciária, que podem sair para trabalhar). A capacidade total da unidade é de 574.

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