7 de dezembro de 2019

SAP confina a 384km de Campinas líderes de facção criminosa

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Para evitar confronto entre facções criminosas dentro das seis unidades do complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) faz um “censo” para identificar membros dessas organizações criminosas e como medida emergencial transferiu, desde o ano passado, pelo menos 150 presos para a Penitenciária de Florínea, município localizado na região de Assis, distante 384 quilômetros de Campinas.

No Complexo Campinas-Hortolândia, onde estão presos 10.921 homens (a capacidade é 6.426 – ou seja, quatro mil a mais), prevalece o PCC (Primeiro Comando da Capital), porém, foram identificados, por meio desse levantamento, integrantes do CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), que alia o CV (Comando Vermelho) e do FDN (Família do Norte).



Na quinta-feira, 15, um novo indicativo do confronto de facções foi registrada no CDP (Centro de Detenção provisória) de Hortolândia onde um detento relatou a agentes penitenciários que era “batizado” no CV e estaria sendo vítima de ameças de membros do PCC.

Por isso, o detento contou que foi obrigado a esconder 26 “tubinhos” de cocaína no anus.

A operação não deu certo porque os funcionários da unidade estavam fazendo uma revista de rotina e o detento escapou do “tribunal’ e pediu ajuda.

Ele entregou três folhas de caderno com anotações sobre o comércio de drogas no interior da unidade, com nomes e apelidos.

E também, o número de uma conta bancária de um preso que seria o responsável por arrecadar o dinheiro do comércio de drogas.



A transferência dos detentos foi revelada por agentes penitenciários.

A medida foi adotada, segundo as informações, depois do primeiro massacre no Presídio de Manaus, no Amazonas, que deixou 56 mortos, durante confronto de facções.

Os rumores de um possível confronto ou retaliações do PCC aos “batizados ” em outras facções no Complexo Campinas-Hortolândia, levou a SAP a fazer o levantamento e retirar os que não integram a fação paulista.

“O comando Vermelho não tem nenhuma influência sobre os presídios paulistas, muito menos na nossa região. A SAP faz há dois ou três anos um levantamento dos membros de outras facções aqui no Complexo Campinas-Hortolândia. Quando ocorreu o primeiro massacre em Manaus a SAP retirou todos os membros simpatizantes ou suspeitos de pertenceram a outras facções e os transferiu para a unidade de Florínea. Foram mais ou menos 150”, contou um dos agentes.

Outro agente comentou que “o PCC continua sendo a facção dominante” no complexo Campinas-Hortolândia.

Há rumores que “o CRBC está tentando se associar ao CV e ao FDN para combater o PCC”.

Oficialmente a SAP não informou quais as medidas adotadas para identificar as facções e impedir confrontos.

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