29 de fevereiro de 2020

ERA TESTEMUNHA DE UM ASSASSINATO O RAPAZ QUE VIROU NOTÍCIA DE TELEVISÃO POR TER SIDO MORTO EM CONFRONTO COM PM APÓS ROUBAR UM CARRO EM CAMPINAS

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Victor Henrique da Silva, de 24 anos, foi quem morreu dia 5 deste mês de fevereiro de 2.020, em Campinas, em confronto a tiros, conforme versão oficial, com a Polícia Militar. Doze dias antes, em 24 de janeiro deste ano, ele viu seu amigo Guilherme Delfino Luz, de 21 anos, ser morto a tiros por desconhecidos em frente do condomínio de apartamentos Residencial Abaeté, no Jardim San Diego.

A morte de Victor se deu, segundo a PM, quando ele desembarcou de um carro roubado e teria feito disparos contra policiais que revidaram também com tiros.

O “homicídio decorrente de intervenção policial”, como foi registrado, aconteceu as 21h40 na Rodovia Lix da Cunha (Estrada Velha Campinas-Indaiatuba), região do Jardim Nossa Senhora de Lourdes.

O rapaz estava num Pálio Fire Economy, 2011, prata, que tinha sido roubado na mesma rodovia, porém, no Loteamento Parque Centenário. O dono do veículo, um frentista de posto de combustíveis, de 27 anos, disse que ao reduzir a velocidade para passar em um buraco “surgiu um ladrão do meio do mato, armado, e mandou entregar o carro e a carteira”.

A PM fazia patrulhamento na estrada quando o veículo, já dirigido por quem o roubou, passou em alta velocidade. O motorista não atendeu aos sinais de parada, feitos pelos policiais, e houve perseguição por quatro quilômetros.

O veículo roubado parou perto de um barranco. O condutor saiu e fez disparos contra os policiais, conforme versão oficial. Os policiais revidaram os tiros. Victor foi atingido. Policiais informaram que acionaram socorro médico, porém, o rapaz não resistiu. Com ele foi achado uma pistola semiautomática de calibre 9 milímetros. O carro, a carteira com documentos e R$ 500 foram devolvidos ao frentista.

A morte de Victor foi notícia na televisão (foto). Porém, como o nome dele não foi divulgado, a família e os amigos do rapaz não tomaram conhecimento que era ele a pessoa que morreu. Até sexta-feira, dia 7 de fevereiro de 2.020, a mãe de Victor ainda telefonou para a Polícia à procura de informações do filho que para ela “estava sumido desde quarta-feira”.

Victor nasceu em 24 de fevereiro de 1.995 em Campinas. Ele morava com a mãe em um apartamento do condomínio Abaeté. Estava condenado por roubo pela 4ª vara Criminal de Santos, com decisão de cumprir pena em regime aberto.

O rapaz chegou a prestar depoimento à Polícia Civil, como testemunha do assassinato do amigo, no dia 31 de janeiro. Disse que estava conversando com Guilherme quando o atirador chegou. Ele alegou em declarações que “não viu o rosto” de quem atirou e correu em direção contrária. Guilherme, que tinha saído da cadeia em janeiro de 2.019,  foi alcançado e morto.

 

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