7 de dezembro de 2019

RAPAZ DE 23 ANOS MORTO A TIROS EM PRAÇA DE CAMPINAS QUATRO DIAS DEPOIS DE SER CONSIDERADO “FICHA LIMPA” PELA JUSTIÇA

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Dia 21 de novembro de 2.019: Wesley Rodrigo Marcelino da Fonseca Júlio, absolvido. Dia 25 de novembro de 2.019: Wesley Rodrigo Marcelino da Fonseca Júlio, assassinado. O crime aconteceu na Vila Formosa às 23 horas. A sentença que o considerou inocente aconteceu na 2ª Vara do Fórum de Valinhos em um processo em que o rapaz e dois amigos, também absolvidos, eram acusados de receptação de veículo roubado.

Conforme informações colhidas pelas Polícias Civil e Militar, Wesley, de 23 anos (nascido em Campinas dia 10 de outubro de 1.996), foi baleado na cabeça e no peito quando estava encostado, do lado de fora, em seu carro Astra GL, prata.

Ele havia parado o veículo numa praça (foto reproduzida) que fica na Rua Francisco Antônio da Silva na esquina com a Rua Carlos Duarte de Oliveira, em frente da Unidade São Vicente da Fundação Casa.

Os disparos foram feitos por pessoa desconhecida – a polícia não encontrou testemunhas. Os tiros também quebraram o vidro da porta do motorista.

Wesley foi socorrido por um amigo de 22 anos, que o acompanhava, e levado para o Hospital Santa Casa do município de Valinhos, distante a quatro quilômetros, percurso que pode ser feito em nove minutos. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e, segundo informação da polícia, morreu ao dar entrada no hospital.

Uma equipe da Polícia Militar foi informada da ocorrência de tiros “na pracinha” em frente da Fundação Casa e quando se dirigia ao local encontrou trafegando o carro de Wesley, com o vidro quebrado e dois ocupantes. A abordagem foi na esquina da Rua Francisco Antônio da Silva com Rua Alcebíades Antônio Falcão, a 300 metros da praça.

Ficou esclarecido que os ocupantes do carro – de 18 e de 22 anos – eram amigos de Wesley que embarcaram no carro para avisar a família do rapaz baleado. Ele morava na Vila Georgina.

A Delegacia de Homicídios e o 5º Distrito Policial (Jardim Amazonas) irão investigar a motivação do crime que pode ter sido resultado de uma ameaça que Wesley teria sofrido há alguns dias.

FICHA LIMPA – Wesley morreu com a “ficha” de antecedentes criminais limpa. É que ele foi absolvido de um crime de receptação que lhe foi atribuído em 25 de junho de 2.018. Naquele dia, ele deu carona, num carro também modelo Astra, que pertencia à sua mãe, a dois amigos levando-os de Campinas para Valinhos.

O veículo foi parado pela Polícia Militar no bairro Pinheiro.

O que “complicou” a situação de Wesley naquele dia foi o fato de a Polícia descobrir que o carro que o rapaz dirigia,porque pertencia à sua mãe, havia sido roubado na zona Sul da Capital paulista em 2008, ou seja, dez anos antes.

Porém, no curso do processo foi esclarecido que o carro teve placas e documentação adulteradas e foi vendido para mãe de Wesley que por sua vez comprou “de boa fé”, ou seja, não sabia do produto ilícito.

Porém, em primeiro momento Wesley e os dois amigos foram autuados em flagrante por receptação

A sentença de absolvição foi dada pela Justiça exatamente 1 ano, 4 meses e 26 dias depois da prisão. Eis a íntegra da decisão da Justiça: “Nos termos do artigo 386, inciso VII, do Código Processual Penal, absolvo os réus WASHINTON LUIZ PAZ ROZALEN GARCIA, VALDIR GONÇALVES DOS SANTOS e WESLEY RODRIGO MARCELINO DA FONSECA JULIO, da imputação ao artigo 180, caput, do Código Penal”.

Entretanto, durante esse período, até provar sua inocência, Wesley passou três meses e 18 dias preso (ele entrou na cadeia em 25 de junho e saiu dia 13 de outubro, de 2.018)

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