Rapaz de 22 anos é preso em seu primeiro dia na função de segurança do armazém do tráfico e polícia apreende 29,6 quilos de drogas que abasteceriam “biqueiras” nas margens de rodovia

Compartilhe

Vinte e um “tijolos” de maconha com peso de 20 quilos e 990 gramas; mais,  2.250 porções de maconha embaladas em papel alumínio com peso total de 8 quilos e 660 gramas; um saco de plástico com um quilo de cocaína além de 237 munições para fuzil de calibre 5.56 foram encontrados pela Polícia Militar em uma casa na Vila Esperança, bairro da região do Jardim São Marcos, em Campinas.

O imóvel de três cômodos, de fundos, no número 13 da Rua Antônio Ferreira Pinto era usado como armazém por traficantes que dominam o comércio de drogas nos bairros São Marcos, Campineiro, Recanto da Fortuna, Agreste e nas margens da Rodovia Dom Pedro 1º.

Uma equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) recebeu informações que havia uma casa na Vila Esperança onde a droga era ficava estocada para abastecer as “biqueiras” (pontos de vendas) daqueles bairros e das margens da rodovia.

A descoberta do local exato somente foi possível porque justamente o responsável pela vigília vacilou.

O rapaz de 22 anos, que mora no mesmo bairro, estava em frente da casa e recebeu uma mensagem pelo aplicativo whatsApp da chegada do Baep no bairro.

Porém, como estava fumando maconha com um amigo de 20 anos demorou para sair do local e foi abordado pelos policiais. Ele confessou que estava ali para vigiar, era seu primeiro dia na função e receberia R$ 200.

No celular dele, que foi apreendido, está gravada a mensagem sobre a presença do Baep no bairro.

Os policiais entraram na casa, que não tinha móveis, e acharam a droga em todos os cômodos.

A PM fez uma vistoria em toda a casa porque poderia estar escondido um fuzil – devido a quantidade de munições. Porém, a arma não foi encontrada.

O rapaz foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de munição e foi encaminhado pra a cadeia.

O outro que o acompanhava somente foi classificado como testemunha – ficou provado que ele não sabia da existência do armazém do tráfico.

Compartilhe