29 de fevereiro de 2020

PRINCIPAL SUSPEITO DE PRATICAR FEMINICÍDIO EM CAMPINAS TIRA A PRÓPRIA VIDA AO PULAR DE VIADUTO E SER ATROPELADO POR ÔNIBUS NA RODOVIA ANHANGUERA. ELE JÁ TINHA CONDENAÇÃO POR TENTAR MATAR UMA MULHER E GANHOU DIREITO DE CUMPRIR PENA EM REGIME ABERTO POR BOM COMPORTAMENTO CARCERÁRIO

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Walney Silva dos Santos, de 35 anos, morreu ao pular de um viaduto, cair no asfalto e ser atropelado por um ônibus que passou sobre seu corpo e o esmagou, no km 96 da Rodovia Anhanguera, pista Interior-Capital, região do Jardim Aurélia, em Campinas. Ele era o principal acusado de ter assassinado a golpes de faca e de tesoura Carla Vanessa Agostines Vieira, de 30 anos, sua namorada, na casa dela, no bairro Jardim Ouro Preto, região do Jardim Satélite Íris.

O feminicídio aconteceu as 17 horas do dia 13 de dezembro de 2.019. A morte de Walney ocorreu as 9 horas do dia 14 de dezembro de 2.019.

Ele era procurado pela Polícia porque uma testemunha viu “o namorado dela” praticando o crime e fugindo em seguida. Até o dia do crime a Polícia tinha apenas o apelido do autor: “Banguelo”. Porém, o delegado Sandro Jonasson, titular do 11o Distrito Policial, e os investigadores, identificaram o namorado da vítima como Walney.

A MORTE DELE – Ao pular do viaduto que é usado como retorno para veículos, às 9h do dia 14 de dezembro,  Walney caiu na pista e foi atingido por um ônibus que fazia o trajeto Brasília-São Paulo. O motorista, de 62 anos, disse à Polícia Militar Rodoviária que não houve tempo de desviar. Dois passageiros relataram aos policiais que viram o homem pulando do viaduto. Walney morreu no local com traumatismo de crânio e esmagamento de ossos.

A MORTE DE CARLA – Uma testemunha do assassinato disse à polícia que por volta das 17h30 do dia 13 de dezembro viu o namorado de Carla Vanessa(eles tinham um relacionamento há quatro meses e eram sócios em um estabelecimento de lavagem de veículos no Jardim Satélite Íris) “em cima dela dando golpes com uma tesoura no pescoço e no peito”. Em seguida, o autor do feminicídio fugiu.

A testemunha contou à polícia ter ouvido que o criminoso enquanto golpeava a mulher dizia “isso é pra você aprender a não mentir mais”.

Os policiais constataram que o autor do feminicídio usou uma faca de cozinha para dar quatro golpes nas costas e um no braço direito de Carla. A força empregada foi tanta que a faca quebrou – a lâmina separou-se do cabo. Então, ele pegou uma tesoura e deu mais golpes no pescoço e no peito dela.

Carla Vanessa era natural de Umuarama, no Interior do Paraná, nascida no dia 18 de maio de 1.989.

CONDENADO – Walney  deveria estar preso. É que ele está condenado por tentativa de homicídio contra uma mulher, crime  ocorrido no município de Santa Maria da Serra, região de Piracicaba, em 2011: quatro golpes de faca na, então, sua companheira, diante dos filhos dela, segundo a Justiça. Na época, a vítima ficou “com incapacidade para as atividades habituais por mais 30 dias”.

Em 18 de outubro de 2.016, ele foi condenado a 12 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado por tentativa de homicídio duplamente qualificado,  em julgamento ocorrido na 1a Vara do Foro de São Pedro.

Walney foi transferido para o Centro de Progressão Penitenciária de Hortolândia, uma das seis unidades do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia em agosto de 2.017.

EM LIBERDADE – Em dezembro de 2.018 ganhou o direito de cumprir a pena em regime aberto porque a Justiça porque não teve faltas disciplinares “tento, portanto, bom comportamento carcerário”.

Ainda segundo a Justiça, submetido a exame criminológico não se observou “contraindicações para progressão para o aberto”.

Ao sair da prisão, Walney passou a morar em Campinas. Ele era natural de Irajubá, Interior da Bahia, nascido aos 23 de fevereiro de 1.984.

 

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