24 de janeiro de 2020

Polícia Civil prende quatro “executivos” da firma milionária do tráfico e encontra um fuzil que dispara 600 tiros por minuto, 27 quilos de cocaína e R$ 30 mil em dinheiro “vivo”

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Os “diretores” de armazenamento e distribuição (Marcelo Pereira da Silva, de 46 anos, o “Véio”, e Edson Lucas de Morais, de 29), o “diretor” contábil (Paulo Alexandre Rodrigues da Silva, de 31, o “Granja”) e o “diretor” de depósitos bancários ( Adolpho Stutz Rodrigues, 28), integrantes de uma quadrilha de tráfico de drogas, intitulada “firma milionária”, instalada no Complexo do São Fernando, em Campinas, foram presos por policiais civis da Dise (Delegacia de investigações sobre Entorpecentes).

O Complexo abrange sete bairros localizados na Zona Sul de Campinas: Jardim São Fernando, Jardim Itatiaia, Jardim Paranapanema, Vila Orosimbo Maia, Jardim Santa Eudóxia, Jardim Baronesa e Vila Lemos.

Os policiais descobriram por meio de investigações que duraram pelo menos três meses todo o organograma da quadrilha responsável pelo comércio de cocaína, crack e maconha em “biqueiras” (pontos de vendas) nesses bairros.

Foram apreendidos 27 quilos de cocaína, 540 gramas de maconha, R$ 30 mil em dinheiro, um fuzil de calibre 5.56 com 79 munições e três carregadores de munição conhecidos como “pentes”, um colete a prova de balas, um revólver de calibre 38, cinco celulares e uma máquina de contar dinheiro.

Esse fuzil tem capacidade para atingir um alvo a 600 metros de distância e de disparar 600 tiros por minuto.

Segundo o delegado Luis Augusto Mita, da Dise, as apreensões aconteceram em três endereços utilizados pela quadrilha para estocar as drogas e contabilizar o dinheiro,  que era depositado em contas bancárias. Uma parte em dinheiro “vivo”, ficava com os “executivos” da firma para compra de drogas em grande quantidade.

As apreensões foram feitas em um lava-rápido na Rua Santa Ernestina, no Jardim São Fernando e em duas residências na Vila Lemos(Rua Orlando Randi) e Jardim Paranapanema (Rua Serra da Estrela)

O dinheiro e a droga eram transportados pelos “executivos” em três veículos também apreendidos: um Pálio Trekk 1.6, ano 2013\14, prata; um Corsa Sedan Premium 2006, cinza; e, uma caminhonete Fiat Strada 2006\07, branca. Segundo os policiais, cada um desses veículos têm um “compartimento secreto”, atrás da aparelhagem de som, para guardar a droga e o dinheiro.

Os quatro homens foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e por porte ilegal de armas e munições. E, por isso, ficaram presos. A Dise tenta, agora, identificar outros integrantes da “firma milionária”.

Os nomes dos acusados constam no boletim de ocorrência que registra o trabalho dos policiais.

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