29 de fevereiro de 2020

Mistério na morte de homem que ameaçou “matar e beber o sangue’ da própria mãe

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Marcos Alexandre Gonzaga, de 46 anos, foi achado morto com cortes no corpo, “ferimentos compatíveis a atropelamento”, na Rua Jornalista Paulo Francis, onde ele morava, no Residencial Novo Mundo, em Campinas.

A morte ocorreu 12 deste mês de novembro de 2018, cinco meses depois de ele ter ameaçado de morte a própria mãe, de 68 anos, e dizer que “iria beber o sangue” dela.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio, mas, ainda, classifica as circunstâncias como um mistério.

Ele tinha cortes na perna direita, nas costas (na altura do rim) e no pênis.

Nessas duas últimas partes do corpo a roupa (camiseta, a bermuda e a cueca) não estavam perfurados o que, para investigadores, os cortes não teriam sido feitos por uma faca ou outro objeto cortante.

A bacia (formação endosquelética constituída pelos ossos coxais, pelo sacro e pelo cóccix) de Marcos estava quebrada e havia escoriações nas costas e nos joelhos semelhantes a quem é arrastado no chão.

Em conversa preliminar com o IML (Instituto Médico Legal) o delegado Rui Flavio de Carvalho Pegolo, da Delegacia de Homicídios, recebeu a informação que os ferimentos podem ter sido de um atropelamento por veículo.

O laudo oficial da autópsia vai esclarecer essas dúvidas.

O delegado não descarta a hipótese de o atropelamento ter sido proposital e, por ter ocorrido a morte, transforma o fato em homicídio doloso (com intenção)

Marcos foi acusado, em boletim de ocorrência, registrado no 11 Distrito Policial (Jardim Ipaussurama), de ameaçar a própria mãe, que tem 68 anos.

Em junho desde ano de 2018 ele, o filho mais velho de um casal de irmãos,  residia nos fundos da casa da mãe, na mesma rua onde aconteceu a morte.

O B.O. registra que a mãe dele era obrigada “a ficar fechada em sua casa pois ele bebe e usa drogas quase diariamente”.

Ainda segundo o registro policial “ela diz que quando ele bebe e se droga faz ameaças e diz que vai mata-la e que vai beber seu sangue”.

A mãe dele, porém, demonstrando perdão, não quis requerer medida protetiva e nem mesmo “ofertar representação contra o autor do crime de ameaça”.

Aliás, no dia da morte do filho, segundo policiais, foi a mãe de Marcos uma das primeiras quem cobriu o corpo dele com um lençol.

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