29 de fevereiro de 2020

Microempresário confessa que matou garota de programa, mas não ficará preso

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Um microempresário do ramo de construção civil, de 38 anos, foi indiciado por crime de feminicídio nesta quarta-feira, 14, pela Polícia Civil, em Campinas.

Conforme investigações, ele é o autor da morte por esganadura (compressão do pescoço pela força das mãos) da garota de programa Taiz de Sá da Paz, de 24 anos.

Ele confessou o crime em depoimento no Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) e vai responder inquérito em liberdade.

“Não foi prisão em flagrante. Vamos, agora, no relatório final do inquérito, solicitar à Justiça que seja decretada a prisão preventiva do acusado”, disse o delegado Rui Flávio de Carvalho Pegolo.



O corpo dela foi achado em estado de decomposição numa vala e coberto de terra, num terreno que foi alugado pelo acusado que planejava instalar uma fábrica de blocos de concreto.

O imóvel fica na Avenida Deputado Luis Eduardo Magalhãos, na região dos bairros Uruguai, São Judas Tadeu e Satélite Íris.

Ele é casado, tem dois filhos adolescentes, mora em Campinas, atua com venda e fabricação de material para construção.

Conforme foi apurado pela polícia, há pelo menos cinco anos envolveu-se com Taiz, que trabalhava numa casa noturna no Jardim Itatinga, em Campinas. Eles tiveram uma filha – a criança nasceu em janeiro deste ano de 2018.

Taiz desapareceu dia 18 de fevereiro, segundo a polícia, na mesma data em que foi morta e seu cadáver ocultado.

Uma irmã dela, de 28 anos, registrou o boletim de ocorrência do desaparecimento no dia 19 de fevereiro. A bebê havia sido deixada com uma babá, pelo microempresário no mesmo dia que Taiz desapareceu.

Os policiais do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa, que também investigam casos de desaparecimento, descobriram do relacionamento de Taiz com um homem casado por intermédio do depoimento de amigas dela.

Ele foi localizado e por duas vezes chamado a prestar depoimento aos policias.

Nesses dois depoimentos, ele confirmou que teve um envolvimento com a jovem, alegou ter assumido a paternidade da criança, mas, negou ser o autor do crime.



Nesta quarta-feira, 14, voltou à delegacia e num terceiro depoimento confessou o crime, segundo a polícia. Depois, foi liberado.

A Polícia aguarda laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica para formalizar provas contra o acusado e pedir a prisão preventiva.

Ele vai aguardar em liberdade.

O microempresário disse aos policiais que Taiz instalou um equipamento no carro dele monitorando “seus passos”.

Ele alegou que não queria mais o relacionamento, porém, ela dizia estar “apaixonada e a fim de ficar”. Amigas de Taiz teriam informado à Polícia que ela não pretendia a separação.

Os policiais encontraram o terreno onde o corpo foi escondido porque , num rastreamento feito no aparelho instalado no carro do microempresário, há registro da permanência do veículo por 20 minutos, naquele local no dia 18 de fevereiro, quando Taiz sumiu.

O delegado e os investigadores quando identificaram esse sinal descobriram que o terreno tinha sido alugado pelo microempresário para um empreendimento.

Então, os policiais resolveram fazer uma varredura e acharam o cadáver numa vala. O corpo foi para o IML (Instituto Médico Legal) para autopsia.

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