Ladrão que ficou “bem na foto” durante arrastão em petshop pode ser identificado mas polícia acredita que ele deixou Campinas depois de exposição de imagem em telejornal

Compartilhe

Os investigadores do 13º Distrito Policial de Campinas estão prestes a identificar, e, então, tentar localizar e prender, a quadrilha formada por três homens que assaltou uma loja petshop, de produtos para animais domésticos, usando o método “arrastão”, e, fez quatro reféns.

O roubo aconteceu as 12h30 do dia 14 de abril de 2019. A petshop fica na Avenida José de Souza Campos, a Norte-Sul.

Os ladrões levaram R$ 3 mil em dinheiro da loja, cinco celulares, cartões de bancos e um carro Polo 2017\18, branco, que pertence a um dos reféns.

No momento do roubo estavam na loja dois funcionários – uma balconista de 27 anos e o gerente, de 18 – e duas clientes: uma professora de idiomas, de 63 anos, e uma aposentada de 61 anos.

As câmeras do circuito de segurança do estabelecimento gravaram as imagens dos assaltantes, inclusive, o rosto deles. Um dos ladrões, em determinado momento, olha diretamente para uma das câmeras e seu rosto é identificado com detalhes.

Os policiais têm recebido muitas denúncias sobre esse integrante da quadrilha que “ficou bem na foto”. Ele já estaria identificado.

As imagens dos assaltantes em ação foram exibidas por um telejornal. Toda a ação da quadrilha é mostrada: o momento que entram no estabelecimento (um deles está armado e leva os reféns para os fundos), quando pegam dinheiro no caixa, quando arrancam um monitor do circuito de segurança, até quando fogem no carro, também roubado.

O delegado José Roberto Rocha Soares, do 13º DP, e os investigadores, avaliam que os ladrões tenham fugido de Campinas.

“A exposição dessas imagens na televisão, se, por um lado motivam pessoas a fazer denúncias, também, atrapalham o trabalho de investigação porque motivaram os ladrões a deixarem a cidade”, comentou o delegado.

O trabalho da Polícia Civil será o de, a partir da identificação dos ladrões, enviar à Justiça o pedido de prisão da quadrilha. E, também, tentar recuperar o que foi roubado do estabelecimento e dos reféns.

Compartilhe