Homem que foi sequestrado é assassinado a tiros em plena luz do dia em avenida e cadáver fica tanto tempo no asfalto que pessoas “passeiam” ao lado ao lado de bicicleta e até com sacolas de compras

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Guilherme de Oliveira, de 39 anos, foi executado com tiros na cabeça na Avenida Ministro Arnaldo da Costa Prieto, em frente do Condomínio K do Conjunto Habitacional Jardim Bassoli, no Distrito do Campo Grande, em Campinas.

O crime aconteceu às 14 horas do dia 25 deste mês de abril de 2.019.

O corpo ficou no asfalto, perto da calçada, até por volta das 17h30, quando foi retirado pelo “carro de cadáver” do Serviço Funerário Municipal elevado para o IML (Instituto Médico Legal).

Durante essas três horas e meia, pessoas passaram ao lado do cadáver pilotando bicicleta ou moto, a pé, dirigindo carros e até gente que voltada das compras em supermercado, carregando sacolas.

Muitos moradores subiram no muro do condomínio para observar o corpo cuja cabeça estava numa poça de sangue, e, também os trabalhos das Policiais Civil, dos peritos da Polícia Técnica e de Policiais militares.

Guilherme morava no bairro Residencial São Luiz, que fica a um quilômetro do local. Policiais receberam informações que ele foi sequestrado em sua casa na Rua Luiz Ferreira da Silva por quatro homens em um carro de cor verde e levado até o Bassoli, onde foi executado no meio da avenida.

Investigadores da Delegacia de Homicídios iniciaram a apuração para identificar a motivação e a autoria do crime.

Com base em denúncias anônimas a Polícia Militar fez a detenção de dois rapazes suspeitos de participação no homicídio: um de 22 anos, morador no Condomínio “R”; e um de 20 anos residindo no parque Floresta que dirigia um Gol verde.

Esse carro foi descrito na denúncia, segundo a PM, como o utilizado por quatro homens para sequestrar a vítima.

Porém, nenhuma prova foi encontrada com os investigadores que foram liberados depois de prestarem depoimento e serem submetidos a exames residuográficos (para saber se nas mãos deles existem partículas de pólvora, o que iria indicar que usaram armas).

A ação dos policiais militares na detenção dos investigadores revoltou um grupo de pessoas que tentou, segundo versão oficial, impedir que os rapazes fossem colocados na viatura.

A PM informou que usou “artefatos não letais” para dispersar o grupo de pessoas revoltadas.

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