24 de janeiro de 2020

Homem envolvido em assassinato de PM em posto do Ouro Verde é morto

Compartilhe

Fabricio Lopes Fonseca, de 21 anos, foi assassinado a tiros dentro de sua casa na madrugada desta terça-feira, 20, em Campinas.

Três homens encapuzados e armados com pistolas invadiram a residência do rapaz às 4h30, no Jardim Nossa Senhora Aparecida, perto do Jardim Aeronave, no distrito do Ouro Verde.

Ele e a mãe, a diarista Maria Aparecida Santos Lopes, de 55 anos, dormiam no mesmo quatro que tinha a porta trancada.



Os criminosos arrebentaram o cadeado do portão, a porta da sala e arrombaram também a porta do quatro.

A mulher foi obrigada a afastar-se do filho.

Fabrício foi atingido a tiros quando ainda estava na cama. Numa tentativa instintiva de defesa, o rapaz encolheu-se no canto – entre a parede e a cabeceira da cama.

Morreu em posição fetal.

Investigadores do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil constataram 11 perfurações provocadas por disparo de arma de fogo: uma no abdome, três na perna esquerda, três no rosto, duas no antebraço direito, uma na testa e uma na nuca.

A mãe dele assistiu a tudo encostada na parede e gritando para que não o matassem.

Maria Aparecida foi poupada pelos assassinos.

Ela disse aos policiais que não viu o rosto de nenhum dos atiradores por conta do capuz que usavam e que eles teriam “justificado” o crime com os dizeres “Você mexeu com mulher de bandido”.

A Polícia suspeita que a frase foi para confundir a motivação do crime.

Maria Aparecida saiu gritando pelas vielas do bairro a procura de ajuda assim que os autores da execução fugiram e um carro.

Fabricio, há 20 dias havia sofrido um atentado a tiros perto de sua casa.

Estava ainda com sequelas e por isso mancava com a perna direita.



Fabricio, quando adolescente, em 2014, aos 17 anos, envolveu-se no latrocínio (roubo seguido de morte) do policial militar Arides Luiz dos Santos, em um posto de combustíveis, na Avenida Ruy Rodrigues, região do Ouro Verde, em Campinas.

O PM, de folga, estava no estabelecimento quando dois homens chegaram em uma moto.

Ao tentar impedir o roubo, o garupa da moto atirou e matou o policial.

As investigações apuraram que Fabrício era o piloto da moto que conduzia o autor da morte do PM que foi identificado como Gullit Fernandes de Oliveira, de 22 anos, e preso num município que fica na divisa de Minas Gerais com Bahia.

Fabricio foi apreendido 14 dias depois do crime em um sitio no município de Caetité, na Bahia, onde refugiou-se.

O policial foi morto num posto de combustíveis na Avenida Ruy Rodrigues.

Horas mais tarde, ocorreram duas chacinas em Campinas: cinco mortos no Vida Nova e quatro assassinados no Recanto do Sol 2. os autores não foram identificados.

No mesmo horário, um rapaz de 17 anos e dois amigos foram abordados por policiais militares em uma viatura e um desses rapazes (Joab Gomes das Neves, 17) foi baleado e morreu – cinco PMs foram condenados pelo crime.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *