Garota, de 18 anos, que sorria até em foto de documento foi assassinada com 21 estocadas e quem matou sujou a camisa com o sangue dela ao carregar o cadáver e jogar em lagoa

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Jeane Jeyce Maria da Conceição, de 18 anos, foi morta em Campinas com facadas que atingiram suas costas, a parte de trás da cabeça, o pescoço, a barriga, o lado esquerdo do corpo e o peito. A Polícia Civil contou 21 lesões.

Os golpes podem ter sido dados quando ela estava deitada, segundo as primeiras avaliações da Polícia. A Delegacia de Homicídios investiga o crime e tenta identificar a motivação e a autoria.

Os ferimentos, profundos, sugerem que o autor enfiava e tirava a faca de cima para baixo, com gestos como se fossem estocadas (método muito utilizado em assassinatos praticados entre presidiários).

O corpo dela foi encontrado no dia 28 de abril de 2.019 na lagoa do Jardim São Domingos, no “Complexo do Campo Belo” como é conhecido o conglomerado de 23 bairros que estão localizados perto das rodovias Santos Dumont e da Engenheiro Miguel Melhado de Campos, a Vinhedo-Viracopos.

Próximo ao corpo, nas margens da lagoa, a Polícia achou uma camisa modelo polo cinza que estava com manchas de sangue.

Inicialmente, a suspeita é a de que o autor do crime carregou o corpo até a lagoa e ao jogá-lo na água percebeu que estava com a camisa suja com sangue. Então, a tirou a vestimenta e deixou ali mesmo. A camisa foi encontrada virada do avesso.

Essa peça de roupa foi encaminhada para o Instituto de Criminalística da Polícia Técnico Científica e será submetida a exames que irão apontas se as manchas de sangue são da vítima.

Os investigadores também avaliam que Jeane não foi assassinada nas margens da lagoa. O crime aconteceu, provavelmente, dentro de um imóvel.

O cadáver foi jogado na lagoa enrolado em um edredon – pode ter sido transportado em um carro até o local. Ela usava um vestido, segundo descreveram os policiais.

A Polícia Militar foi a primeira a chegar ao local – Rua Juvenal de Oliveira –  informada por telefonemas de moradores do bairro.

Jeane havia completado 18 anos em 2018. Ela nasceu em 28 de agosto de 2.000, em Maceió, capital de Alagoas, fila de Leoneide Maria da Conceição Silva e de pai não declarado. Mudou-se, junto com a mãe, ainda criança para Campinas e morava no Jardim Campo Belo.

A jovem gostava de sorrir ao ser fotografada. Até na foto de sua cédula de identidade (é a foto em preto e branco) Jeane “abriu” um sorriso.

Uma amiga que estudou com Jeane escreveu nas redes sociais: “Quem não conhecia você, né! O Campo Belo em peso sabia de você”.

Em sua página no Facebook, Jeane postou fotos que provocaram polêmica em seus seguidores.

No dia 21 de abril de 2.019, ela aparece sentada numa cama que supostamente seria de motel e numa foto ao lado aparecem quatro “tubinhos”, semelhantes aos usados para colocar cocaína.

Um de seus amigos comenta: “Muda de vida, isso vai acabar te matando”.

No dia 8 de abril de 2.019 ela aparece em uma foto segurando na palma da mão direita um saquinho de plástico transparente, com fechamento zip, com algo que aparenta ser maconha. No mesmo dia ela postou uma foto com um cigarro que sugere ser de maconha.

Ao saber do crime a  mãe de Jeane entrou em estado de choque. A Polícia busca informações com amigos, familiares e, até anônimas, para tentar  o esclarecimento.

No dia em que o corpo foi encontrado a Polícia Civil registrou “não haver”, até aquele momento, “qualquer indício de que o crime tenha sido cometido em âmbito de violência de gênero ou doméstica”.

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