29 de fevereiro de 2020

EXAME DE DNA CONFIRMA QUE CORPO CARBONIZADO EM CAMPINAS E QUE FICOU QUATRO MESES NO IML REGISTRADO COMO “DESCONHECIDA NÚMERO 1” ERA DE CABELEIREIRA DE HORTOLÂNDIA QUE ESTAVA DESAPARECIDA. ELA FOI MORTA A FACADAS.

Compartilhe

Emília Farias dos Anjos, 34 anos, mãe de um filho adolescente, era o cadáver “em estado de semi carbonização com alguns membros descarnados(semi esquelético)” achado dia 5 de setembro de 2.019 em Campinas. A identificação oficial foi confirmada neste começo de ano de 2.020, com o resultado do exame de DNA realizado pelo Núcleo de Biologia e Bioquímica do Instituto de Criminalística (IC).

As investigações da Delegacia de Homicídios de Campinas já identificaram um suspeito de ser o autor do crime, que está foragido, e, também a motivação. Ou seja, a Polícia sabe, preliminarmente, porque Emília foi morta de forma violenta e quem praticou o homicídio, como o caso foi registrado.

O corpo foi encontrado em um barranco perto da linha do trem na Rua Três que fica entre os bairros Mendonça e Parque Universal, localizado na região da Vila Padre Anchieta, Distrito de Nova Aparecida (Aparecidinha).

Como o corpo estava com partes queimadas, ossos à mostra, rosto desfigurado e nenhum documento foi encontrado, não foi possível a identificação. Os policiais acharam no local um pedaço de calça de helanca nas cores marrom e vermelho.

O cadáver foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Campinas e cadastrado no setor de “corpos não reclamados” como: “DESCONHECIDA 01 – Idade e cor ignoradas devido ao fato do corpo estar carbonizado e em avançado estado de decomposição, sexo feminino, encontrada no dia 05 de setembro de 2019, na Rua Três, nº 01, no bairro Mendonça, nesta cidade, conforme remoção nº 2172/19”.

Emília morava no bairro Chácara Nova Boa Vista, em Hortolândia, no limite de Campinas. Ela tinha um salão de cabeleireiro e, também, fazia atendimentos em casas de fregueses, segundo a polícia.

Tanto que ao sair de casa, em agosto de 2.019, falou que “ia fazer uns cabelos”. Porém, não disse onde iria. E nunca mais voltou. O desaparecimento foi registrado na Polícia Civil dia 26 de setembro de 2.019, por uma irmã de Emília.

Com o registro do sumiço, os investigadores da Delegacia de Homicídios resolveram investigar se o corpo achado em Campinas era de Emília. O delegado Rui Flávio de Carvalho Pegolo requisitou que fosse feito o exame de DNA.

No dia 3 de outubro de 2.019, foram colhidas amostras de mucosa da mãe e do filho de Emília. Do cadáver carbonizado foram retiradas amostras de sangue e osso.

No dia 28 de janeiro de 2.020 o laudo do IC confirmou que o corpo era de Emília da seguinte forma: “Por tudo que foi exposto, podemos concluir pela inclusão de maternidade com probabilidade de 99.99999999% de que M.A.F seja mãe biológica do cadáver desconhecido R 2172 e E.F.P seja filho biológico do referido cadáver desconhecido…”

Com esse resultado a Polícia Civil identificou oficialmente a desconhecida como Emília de Farias dos Anjos, nascida em Campinas no dia 28 de maio de 1.985.

O laudo necroscópico do IML constatou “que a vítima apresenta também ferimentos no corpo, produzidos por arma branca”, possivelmente faca. Com essas informações, a Polícia concluiu que a cabeleireira foi vítima de homicídio.

O desaparecimento dela foi anunciado em dezembro de 2.019 nas redes sociais de um amigo e vizinho de Emília que escreveu: “Fiquei sabendo que ela está desaparecida. Sumiu há mais ou menos dois meses. Falaram que a família está procurando. Já foram em hospitais, IML, necrotério e nada. Por favor, amigos me ajudem. Compartilhe essa publicação. Estou muito preocupado. Ela é uma moça tão boa de um coração tão bom. Anda sempre com esse sorrisão, no rosto alegre”.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *