7 de dezembro de 2019

Ex presidiário confessa que matou o próprio pai com golpes de barra de ferro porque apanhou primeiro após discussão

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O aposentado Daniel Lorete, de 68 anos, foi morto pelo próprio filho, Flávio Danilo de Oliveira Lorete, de 27 anos, com golpes de barra de ferro na cabeça após uma discussão dia 11 de janeiro deste ano de 2019, em Campinas. A informação é das Polícias Civil e Militar.

O crime aconteceu em frente da casa onde morava na Rua Recôncavo (foto de reprodução), no Jardim Itatiaia, um dos seis bairros que ficam próximos do estádio Brinco de Ouro e que formam o “Complexo do São Fernando”.

Quarenta e uma horas depois do crime, por conta de uma denúncia anônima, policiais militares da 2ª Companhia do 35º Batalhão prenderam um dos filhos do aposentado em frente da mesma casa da família onde aconteceu o assassinato.

Flávio, que já cumpriu pena de oito meses por furto, “confessou ter matado o pai”, segundo versão dos policiais militares.

EXCLUSIVO. Eis, na íntegra, trecho do depoimento de um dos policiais militares à Policia Civil sobre a prisão do acusado: “Segundo disse, ele e seu pai teriam discutido e o pai dele, munido de um pedaço de ferro, teria desferido golpes em seu rosto, na perna e no braço. Por isso, Flávio contou que pegou um outro pedaço de fero e acertou um golpe na cabeça de seu pai e, quando seu pai veio ao solo, ele lhe acertou mais cinco golpes nas costas e na cabeça”.

Para matar o próprio pai o ex-presidiário usou uma régua de pedreiro, uma ferramenta feita de ferro medindo dois metros, usada na construção civil para acabamento de pisos e paredes.

No Plantão do 1º Distrito Policial de Campinas, segundo o delegado Nuno Alvares Pinto Maia Peres, o acusado “assumiu o crime” e acompanhou policiais “até o local onde havia dispensado a barra de ferro por ele utilizada para matar a vítima”. O objeto foi encontrado e apreendido.

Conforme informação do delegado em boletim de ocorrência o acusado não ficou preso. Porque “não foi surpreendido cometendo a infração ou tendo acabado de cometê-la, não foi perseguido, logo após, pelos respectivos policiais ou qualquer pessoa, e, por fim, não foi encontrado logo depois da ocorrência do delito, com instrumento, objetos ou outros”.

Flávio, porém, foi indiciado como autor de homicídio. Os depoimentos do acusado e dos policiais foram enviados à justiça e ao Ministério Público.

15 VÍTIMAS DE HOMICÍDIO EM JANEIRO DE 2019 – Foram 13 homens, uma mulher e uma travesti mortos de forma violenta no município de Campinas. Dez morreram por ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, um a golpes de faca, um a pauladas, um a golpes de garrafa de vidro quebrada, um por golpe de barra de ferro e um carbonizado.

Desse total, 11 ocorreram em bairros dos Distritos do Ouro Verde e do Campo Grande.

Entre os mortos está uma adolescente de 13 anos baleada na perna esquerda no Jardim Flamboyant, onde ela morava, no dia 4(o caso foi registrado como feminicídio e o namorado da vítima, um rapaz de 17 anos, foi apreendido sob acusação de ser autor, porém, ele nega e sugere que a arma estava nas mãos da garota e disparou por acidente).

A travesti Quelly Silva, de 35 anos (nome de batismo Jenilson José da Silva), foi assassinada com golpes de garrafa de vidro quebrada, no dia 21 em um bar, onde trabalhava, nas margens da Rodovia Engenheiro Miguel Melhado de Campos (Vinhedo-Viracopos) no Jardim Campo Belo. O autor do crime foi preso pela PM e confessou. Ele ainda abriu o peito da vítima com o gargalo da garrafa e arrancou o coração. O órgão foi encontrado na casa do autor do crime, no Jardim Marisa. Ele ficou preso.

No dia 20, Erick Fernando Sebastião, de 33 anos, que promovia roubos a motoristas de carros na entrada para do Parque Ecológico foi baleado e morreu ao resistir à ordem de prisão dada por guardas municipais.

O dia mais violento do mês foi, justamente, o dia 1º com quatro assassinatos. Dias das vítimas foram mortas por balas perdidas durante as comemorações do ano novo em bairros diferentes da cidade.

Das vítimas de homicídio de janeiro duas tinham a mesma idade 20 anos, duas tinham 27, duas 38 e as demais 13, 22, 23, 24, 33, 35, 45, 46 e 68 anos. As mortes ocorreram nos dias 1º (quatro), 4, 6, 7, 11, 12, 14, 15, 20, 21, 23 e 27.  Ou seja, aconteceram crimes em 12 dias do mês. A Delegacia de Homicídios investiga a autoria e a motivação dessas mortes.

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