29 de fevereiro de 2020

Desconhecido armado invade confraternização de conterrâneos e mata uma mulher que trancou porta do quarto para proteger o filho de 5 anos

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Josefa Rosendo da Silva, de 27 anos, conhecida como “Finha”, foi morta dentro da casa de uma amiga, no Jardim Itaguaçu, em Campinas, com um tiro na cabeça disparado por um homem que vestia roupas pretas e escondia o rosto com um capuz.

O bairro é um dos 23 que ficam nas margens das Rodovias Santos Dumont e da Engenheiro Miguel Melhado de Campos (SP-324, a Vinhedo-Viracopos), e, por isso, formam o chamado “Complexo do Campo Belo”.

De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios, Josefa e outras 15 pessoas, entre elas crianças, todos conterrâneos do Estado de Alagoas, participavam de um churrasco na Rua 14.

A confraternização é realizada uma vez por mês para que os amigos e parentes alagoanos que moram naquela região de Campinas se encontrem.

O crime aconteceu por volta das 4h do dia 17 deste mês de fevereiro de 2019.

Um homem que usava roupas pretas e capuz invadiu a casa armado e mandou todos deitarem no chão. Josefa correu para o quarto onde estava dormindo o único filho dela, de 5 anos.

Segundo relato de duas mulheres que também estavam dormindo no quarto, Josefa entrou correndo e trancou a porta porque ficou preocupada com o filho e outra criança que estava no quarto.

Ela ficou encostada na porta como se tentasse impedir a entrada do desconhecido,

O homem atirou contra a porta do quarto. O disparo atingiu a mulher.

O desconhecido ainda atirou contra a porta de outro quarto e ao sair correndo também fez um disparo em um carro Fiesta que estava estacionado na garagem da casa. Em seguida, fugiu sem ser identificado.

Todas as pessoas que estavam no local ficaram em estado de choque. Ninguém soube explicar a atitude do atirador.

“Ela entrou correndo no quarto, empurrou a porta com o corpo e pediu pra todo mundo se proteger. Ela estava preocupada com o filho. De repente escutamos o barulho do tiro. A Josefa caiu nos meus braços toda molhada de sangue”, contou uma das mulheres, de 24 anos, que estava no quarto.

O filho dela acordou assustado e começou a chorar muito ao ver a mãe ensanguentada. Ela morreu no local.

Josefa estava morando em Campinas há cinco anos. Ela era natural de Estrela de Alagoas, em Alagoas, onde nasceu em 21 de abriu de 1.991. Ela morava no próprio Jardim Itaguaçu.

As amigas contaram à Polícia, que Josefa não tinha inimigos, não consumia bebida alcoólica e não usava drogas. Ela era classificada como “gente muito boa”.

O relacionamento com seu ex-marido, pai do filho dela, era amigável e sem brigas, conforme as pessoas que conheciam a mulher.

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