Colete “proibido” salva a vida de guarda noturno que foi baleado por ladrões de carro em Campinas

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O vigilante particular Rusilvete Moraes da Silva, de 58 anos, foi atingido por dois tiros, porém, escapou da morte porque um dos disparos, que o atingiu na altura da barriga, não penetrou em seu corpo por ter parado na placa de aço de um colete à prova de balas. O segundo tiro acertou de raspão o ombro esquerdo dele.

Os tiros foram dados por um homem desconhecido que junto com um comparsa, também não identificado, tentavam roubar um carro na Rua Sinésio de Melo Oliveira, no Jardim Paraíso, que é vizinhos dos bairros Jardim São Fernando, Jardim Guarani e Jardim Proença, em Campinas.

Os ladrões estavam em um carro não identificado que “fechou” um veículo, possivelmente de um morador do bairro,  nas imediações do número 246 da rua. Um dos assaltantes desembarcou armado e dava ordens para o ocupante do carro atacado sair. Nesse momento o vigilante apareceu pilotando uma moto.

A chegada do “guarda noturno” fez os ladrões desistirem do roubo. O homem que estava armado reagiu de forma violenta: fez quatro disparos na direção do vigilante.

Dois dos tiros atingiram Rusivelte que caiu da moto. Os ladrões fugiram no carro que ocupavam em alta velocidade e, portanto, não praticaram o roubo. O barulho dos disparos chamou a atenção de moradores. Algumas pessoas saíram de casa.

O vigilante foi socorrido por pessoas que residem no local e levado para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti onde ficou internado.

A tentativa de roubo de veículo e a tentativa de latrocínio, como o caso foi registrado pela Polícia Civil, aconteceram às 23 horas de 23 deste mês de abril de 2.019.

Porém, o colete balístico que salvou sua vida era “proibido”. Rusivelte disse à Polícia  que comprou o equipamento “muitos anos atrás” na Capital paulista, e, não lembrava mais quem vendeu.

O colete foi apreendido pela Polícia Civil por ser irregular.

É que o vigilante somente poderia usá-lo se tivesse um documento de autorização, conforme a Portaria 18 do Departamento Logístico (D Log) do Exército que determina em seu artigo 23 que a compra de coletes à prova de balas “pelo público em geral, deverá ser realizada em estabelecimentos comerciais especializados”.

A mesma Portaria determina, ainda, que para utilizar esses equipamentos “os adquirentes deverão ter autorização prévia da Secretaria de Segurança Publica da Unidade da Federação onde residem, a quem caberá registrá-lo”.

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