7 de dezembro de 2019

CAMPINAS: INTEGRANTE DE QUADRILHA QUE TRAFICAVA DROGAS PARA FACÇÃO CRIMINOSA NO ABCD PAULISTA TENTA DAR UM “MIGUÉ” EM POLICIAIS RODOVIÁRIOS, É DESMASCARADO PELA NAMORADA E PRESO

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João Batista Menezes Silva, de 26 anos, está com a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, município do ABCD Paulista, por ser integrante de uma quadrilha de tráfico de drogas que atuava para o PCC(Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

Desde o ano passado estava vivendo, foragido, em Campinas.

Nesta segunda-feira, 18 de novembro de 2019 tentou “dar um migué” (enganar) uma equipe da Polícia Militar Rodoviária ao ser abordado no acostamento do quilômetro 90 da Rodovia SP-324, a Engenheiro Miguel Melhado de Campos (Vinhedo Viracopos), na entrada para o Jardim Campo Belo.

Ele correu para o interior do bairro, mas, foi alcançado na Rua Pedro Paulo Colombari. Como  estava sem documentos e disse que seu nome era “Bruno de Oliveira”. Segundo policiais, não soube responder mais dados pessoais “ocasionando a suspeição”.

De acordo com a versão da PM, foi a própria namorada de João que ao chegar perto da viatura e questionar a abordagem o desmascarou. Ela disse que o nome dele não era Bruno. Então, conforme os policiais, o homem falou o nome verdadeiro e alegou que mentiu porque sabia que estava “pedido” (procurado pela Justiça).

Os policiais foram até a residência de João Batista, no mesmo bairro, e encontraram dentro do  fogão 236 “tubinhos” com cocaína que estavam divididos em kits de 10 cada. Ou seja, ele continuava a traficar drogas em Campinas, segundo os policiais.

Na Central de Flagrantes da 2ª Delegacia Seccional de Polícia Civil Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e, também, recebeu voz de prisão por conta da ordem judicial. Foi encaminhado para o Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia.

João Batista era um dos 29 integrantes (24 homens e 5 mulheres) de uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas em bairro da Zona Leste da Capital paulista e em São Bernardo do Campo.

A gangue era comandada de dentro de presídios por integrantes do PCC e foi desarticulada em 2017 pela Polícia Civil.

Segundo denúncia do Ministério Público, com base no trabalho da Polícia Civil, “verificou-se que todos os investigados aparentemente se encontram inseridos na distribuição de tarefas estruturadas pela organização criminosa, notadamente coordenada pelo indivíduo conhecido como “Rato”. Não obstante, ao transcorrer das diligências policiais, foi possível verificar que os investigados fazem da prática destes delitos seu meio de vida.Consoante relatórios da investigação policial, há indicações da prática tanto de crime de tráfico de drogas, conforme as transcrições de conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial, como também de outros delitos”.

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