29 de fevereiro de 2020

Atirador que provocou banho de sangue na Catedral de Campinas pode ter comprado arma de traficantes

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Pode ter sido comprada de traficantes de drogas a pistola semiautomática de calibre 9 milímetros, de fabricação tcheca, usada por Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, nível superior, formado em Publicidade, para atirar em nove pessoas e matar cinco delas dentro da Catedral Metropolitana de Campinas, no Centro, na tarde deste dia 11 de dezembro de 2018.

Essa é uma das hipóteses investigadas pela Polícia Civil sobre a procedência dessa arma e também do revólver de calibre 38 que ele trazia na cintura.

A numeração das armas foi raspada o que dificulta a identificação oficial.

Ele usou a pistola para tirar a própria vida, atirando contra a cabeça quando a Polícia Militar entrou na igreja para tentar contê-lo. Ele chegou a ser baleado no tórax disparado por um dos policiais.

Portanto, foram seis vítimas fatais e quatro sobreviveram.

Policias fizeram buscas e apreensões de um computador, celular e anotações manuscritas na casa do autor dos crimes e suicida, localizada em um condomínio em Valinhos. Entre as apurações estão os relacionamentos dele nas redes sociais.

Os policiais estão rastreando os locais frequentados por Euler nos últimos dias para tentar identificar como ele conseguiu as armas. A pistola tinha quatro carregadores de munição.

A raspagem dos números indica que as armas foram “preparadas” para servir ao crime. Traficantes de drogas costumam vender ou alugar armas para execuções, conforme já foi apurado em outros crimes.

Euler invadiu a Catedral por volta das 13h quando era realizada a missa que começou as 12h15. Ele estava com uma mochila que deixou o chão, perto do altar de Nossa Senhora Aparecida.

Colocou o revólver na cintura, três carregadores de munição nos bolsos da calça e segurou a pistola com as duas mãos. Sentou-se por alguns segundos em um dos bancos. Levantou-se e começou a atirar aleatoriamente.

Atingiu sete homens e duas mulheres. Quatro das vítimas morreram dentro da Catedral. A quinta pessoa baleada por ele morreu no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Quatro pessoas ficaram internadas.

Os documentos do autor dos crimes e suicida foram achados dentro da mochila encontrada por uma pessoa que trabalha na Catedral.

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