7 de dezembro de 2019

Assassinato da 19ª vítima aconteceu depois de um bate-boca em bar

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A mulher morta a pauladas em Campinas é Antonia Maria dos Santos (foto), de 48 anos. O corpo foi identificado por um irmão dela no IML (Instituto Médico Legal). É a 19ª vítima de feminicídio (contra a mulher por razões da condição de sexo feminino) em 2018 em Campinas.

A Polícia Civil já avançou nas investigações e descobriu que ela discutiu com um homem em frente de um bar no Jardim Satélite Íris 1 na noite de domingo 25 de novembro.

O bate-boca aconteceu porque ela teria sido vítima de xingamentos e insinuações humilhantes sobre sua vida, segundo apuraram investigadores. Ela teria reagido com gritos. Saiu do local e foi acompanhada pelo homem.

Ele seria uma pessoa que a conhecia e com quem teve um relacionamento. Os policiais conseguiram muitas informações e a identificação desse homem apontado como principal suspeito. Ele não foi encontrado.

O corpo de Antonia foi achado na manhã de segunda-feira, 26 de novembro, num terreno baldio na Rua Dr.  Dante Erbolato, no próprio Satélite Íris 1.

Ela estava nua com ferimento profundo da parte superior da cabeça, rosto desfigurado e com um corte profundo e com a clavícula quebrada. Um caibro de um metro, usado para bater na mulher, estava ao lado do corpo.

A autópsia vai revelar a intensidade dos ferimentos e se a mulher foi vítima de abuso sexual, como supõe os policiais.

No local foram achadas as roupas dela, celular, um molho de chaves e um par de chinelos masculinos.

Como nenhum documento foi encontrado o cadáver foi levado para o IML como pessoa desconhecida.

A notícia da morte de uma mulher “correu” no bairro e chegou à família e amigos que estranharam o sumiço de Antonia e o fato de ela não ter ido trabalhar, e , não atender as ligações ao seu celular.

O irmão dela, de 41 anos, foi ao IML e fez o reconhecimento presencial do corpo.

Ele disse que Antonia saiu de casa no domingo à noite para ir beber em um bar onde teria ficado até as 22h30. Justamente no local onde foi vista discutindo.

O sepultamento ocorreu nesta terça-feira, 27, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no bairro dos Amaris.

Ela era maranhense da cidade de Santa Rita onde nasceu no dia 23 de abril de 1.970. Morava na Rua Nivaldo Alves Bonilha, no mesmo bairro onde foi morta.

Na redes sociais os familiares e amigos lamentaram a morte violenta. “Sem palavras para tanta crueldade”. “pessoa maravilhosa de sorriso tão lindo que sempre estava estampado no rosto”. “Era uma pessoa brincalhona, não tinha tempo ruim”. ”Silenciaram a tua voz, apagaram teu sorriso, tiraram de nós a tua presença alegre”.

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