24 de janeiro de 2020

“Armazém do crime” escondia drogas, eletrodomésticos, peças de veículos, alimentos e até uma lancha

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A Polícia Militar encontrou uma casa no bairro Jardim Nova Terra, no município de Sumaré, que servia como “armazém” para uma quadrilha não identificada de criminosos que atuava em diferentes áreas como tráfico de drogas, roubo de cargas, furto de veículos e de embarcação e receptação de mercadorias. Ninguém foi preso.

No local – uma residência de quatro cômodos com quintal e localizada numa rua de terra – os policiais encontraram uma lancha Diamar de 17 pés (5,1 metros de comprimento), que havia sido furtada em janeiro deste ano de 2019 em Hortolândia, além de 12 “tijolos” de maconha, que pesam 7 quilos e 400 gramas; 700 gramas de pasta base de cocaína, prensados em forma de tablete.

No “armazém” a Polícia achou também quatro caixas de pacotes de café de 250 gramas, caixas com doces granulados, farinha para preparar panetone, além de quatro aparelhos umidificadores de ambiente, três aparelhos purificadores de ar, duas copiadoras, peças, acessórios e placas de veículos.

Havia ainda um equipamento que corta sinais de rastreadores de veículos e também uma balança digital e tubinhos vazios que são usados para colocar drogas e material plástico também para embalar entorpecentes.

A descoberta do “armazém do crime” aconteceu no sábado, 17 deste mês de fevereiro de 2019, depois de os policiais militares terem sido avisados pelo proprietário da lancha que recebeu uma informação sobre o local onde poderia estar a embarcação. A PM achou o endereço e fez uma varredura com apoio da Guarda Municipal. Não havia nenhum suspeito e os vizinhos mantiveram a “lei do silêncio”.

A lancha foi furtada no dia 20 de janeiro no Jardim Nova Europa em Hortolândia. A embarcação ainda estava sobre um semi-reboque que também foi recuperado.

A Polícia Civil vai investigar a procedência dos produtos encontrados no “armazém” e tentar identificar os integrantes da quadrilha. Criminosos que atuam em áreas diferentes são classificados, na gíria policial, de “clínica geral”.

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